quinta-feira, abril 25, 2019

Tempo....

O tempo tá bom. Chuvoso. Chuvinha calma, educada, tranquila. E esse tempo assim geralmente mexe com uns botões internos da gente, e a gente matuta mais: É como estou hoje. Matutante..
Sentada aqui do meu sofá da sala, apreciando minha xícara de café (mais uma, vale dizer), posso ver os muitos livros que me espreitam da biblioteca.
Sim, tenho um cômodo da casa só pra aquela leitura especial, ou sem compromisso, ou pros estudos, mais precisamente. Pois bem! Voltemos aos livros. Eles, que não sendo tão poucos assim, enfileirados entre novos e velhos, aquisições recentes ou mais antigas, devem ficar dali conjecturando quando arrumarei tempo pra lê-los todos. Pois é. Tempo. Esse negócio precioso e tão ausente de que todo mundo fala e reclama. Tempo pra cuidar de si, dar atenção pra família, fazer aquela viagem, visitar aqueles amigos que moram lá nos cafundós do Judas... E se não tivermos esse tempo todo de que precisamos,hein? E se não tivermos mais tempo pra usar aqueles cremes todos que compramos e que nos promete maravilhas? E se não houver tempo pra aquela viagem, pra aquela tarde do café com biscoito com os amigos lá de sua cidade natal? E se não houver tempo no futuro que esperamos e imaginamos ter, pra ler todos aqueles livros amontoados nos nossos cômodos das promessas? Tempo é vida.  E quando passa, a gente nem viu.

terça-feira, abril 23, 2019

Como seria um texto foda...

Eu não quero o texto foda.
Deixo-o pros caras fodas que têm coisas fodas pra contar.
 Meu texto deve ser simples e pacato,
 como uma cidade de uma rua só,
 que conhece cada passo de seus habitantes.
Assim quero meu texto: ameno, suscinto.
Que não declare guerras, nem compre brigas.
Que seja um texto despretencioso,
mas que desarme as rugas de preocupação
ou tristeza daquele que o lê, assim, sutilmente,
e que consiga esboçar um sorriso que seja,
pra acalmar a alma cansada das torturas diárias de notícias ruins.
Cara, na verdade, acho que seria foda um texto assim...

Pelos poros

A água quente do chuveiro
me abraça calorosamente.
Eu, que há muito precisava,
dispo-me do corpo físico,
e evaporo-me em lágrimas
ávidas de existir.

Sem muito porque relutar,
não resisto:
Deixo-as vir...

segunda-feira, abril 22, 2019

Caminhada...




Caminho descalça pela vida. Ando sem pressa.
Na bolsa, menos do que antes.
Na mente, menos que mais.
Atravesso a praça olhando pros lados,
enxergo o canteiro novo, a florzinha nova
estreando sua existência.
Vejo um coração e iniciais tatuadas
na carne da arvorezinha da esquina:
Alguém está amando. E quer que o mundo saiba.
Amor desesperado esse. Nada de celulose ou celular.
Cachorrinho leva o dono pra passear.
Para. Cheira. Faz xixi. Marca território.
Dono não sabe. Mas, cachorrinho é quem manda.
Pessoas caminham depressa suas caminhadas.
Olham celulares, relógios. Olhares ansiosos
de quem não entendeu nada. Ainda.
Tudo a seu tempo.
Eu, com tempo, volto pra casa pra derramar isto aqui.
Bom dia, existir!

Da existência vã



Viveu vida tão insossa
que em incontida alegria ficou
quando, enfim,
a morte viera lhe visitar.

E na leveza do peso
do último suspiro,
bradou:

"Essa alegria,
vida nenhuma
poderá me tomar.."

Haikai Gerúndico



Se puder
vou estar sendo
o melhor que puder ser!
Tcharammmm!!!

Tá bem. Eu sei que prometi cuidar disto aqui todas as cem vezes que cá estive. Em vão. Mas, agora tenho motivos plausíveis pra fazê-lo. Aliás, são dois motivos lindos pra que eu cá venha postar umas coisinhas. Meus motivos possuem nomes próprios: Marina (lá na Itália), e o Paulo (lá em Castanhal, no Pará). Acredite-me, você que me lê: Ganhei dois leitores lindos através de quem??? Minha filha Ceci! Sim! O que é o destino,não? E não é que eles gostaram do que acharam por aqui? O mais interessante foi saber do valor que deram a cada texto, ou poema, ou qualquer escrita que cá deixei. Me senti "a escritora" e prometi voltar. Daí meu Tcharaaaaaaammmm!

Bom, acho melhor parar de embromação, se não, vão perceber.

Lá vai!


O U S A R A M A R

Ousar
quebrar as correntes
arrancar com os dentes
todas as cordas e amarras
do existir.
Ir... ir... ir!
Ir adiante  afronte  avante
ir e remar
o mar.
Todo o amar
e amar.
Ousar.
Ir e amar.


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quarta-feira, fevereiro 06, 2019



... E depois de tanto tempo eu encontrei você! 
Marisa Monte malcriadamente me cantando coisas. E eu respondo:
_ Eu volteeeeeii, agora pra ficar. Porque aqui, aqui é meu lugar!

No Universo solitário desta página, despedaçar-me-ei, pro delírio dos meus pensamentos infames e sonhos abundantes.
Falar em sonhos, lá vai:
Sonhei esta noite que estava na minha casa de infância em Itacambira (minha Macondo), quando minha irmá Elisângela (a única que tenho), chegou num helicóptero, me chamando pra ir a Moc. Acontece que eu tenho um certo pavor de helicóptero (acho-os suscetíveis demais a qualquer ventinho), e disse que não iria. Minha irmã se indignou toda com minha recusa, e me senti obrigada a ir. Ainda reticente, entrei naquela coisa. E a sensação era de morte fremente. Lembro-me de olhar para o cinto de segurança e pensar: Pra que vou colocar isso, se essa coisa vai cair daqui a pouquinho com a gente? E pensava nos meus filhos. E isso me causava um desespero desolador! (Nem me despedi deles!)......  O helicóptero começou seu sobrevôo pelas ruas de Ita. E eu ouvia os aviões de maior porte no espaço aéreo mais acima daquela coisa que mais parecia um brinquedo de menino mimado.   (((((( Acordei sem ar)))))))
Enfim, hoje não vôo. Nem de helicóptero. Nem com asas. Acho. Espero. Você entendeu!

sexta-feira, maio 19, 2017

Ralando na vida



Ontem ralei o dedo no ralador, Literalmente! Estava caprichando na lasanha pro almoço e, ao ralar a cebola,meu dedo chorou. Pelo ralo (e não pela cebola,como os olhos choram). Mas, é claro que doeu! E sangue. E palavrão. Meio-palavrão, que sou mãe. E exemplo. Apesar de que, só Hulk, meu incrível chow, me escutava.
Bom, o motivo de adentrar nesse assunto é que o dedo ralado e sangrando me fez pensar sobre o "ralar na vida", sobre quando a gente se dedica absurdamente a uma causa, a um alguém, a uma empresa, a um projeto. E a gente rala, porque é assim que deve ser: Doar-se por inteiro naquilo em que você acredita.
 Antes de começar a resmungar pelo incidente do coitado do meu dedo(do meio), fiquei pensando sobre o sangue que já dei nos projetos que escolhi como meus nesta vida. Me lembrei das dores físicas e emocionais que ganhei na tal instituição azul e laranja de nome impronunciável. Quantos dedos machuquei naquelas portas de ferro de peso descomunal,de cofres e trambolhos de cassetes que me arroxeavam, além da pele, a alma. E, porque era meu ofício, não xinguei,nem reclamei. Só porque era "ossos do ofício". Depois da lembrança, olhar pro dedo machucado me faz sentir uma certa alegria. Porque foi pela melhor causa da minha vida: O sorriso de meus filhos!
Há motivação maior?

quarta-feira, maio 17, 2017

Impressionante!
Itacambira é a palavra mágica! A chave pra abrir portas nas memórias da gente. E não sou eu,itacambirana apaixonada que falo. São os números! Por conta do link de ontem no santo Face, e à referência a Itacambira, isso aqui tem sido visitado. Bombando mesmo! Impressionada! Obrigada,pessoas!

E por conta disso, vou publicar aqui as referências de um passeio que, só de ler, dá saudade...
De uma década atrás (PASMEM!)...

MARMELADA!

Fim de semana explêndido! Levar Cecilia pra conhecer Itacambira, minha micro-cidade natal. É certo que era uma bela de uma desculpa, pois já fariam dois anos que eu lá não botava os pés (Law , que nem é de lá, curtiu uns dias das férias passadas em Itacambira, pode?) Pois bem! E lá fomos nós: Brinquedos todos, 1001 malinhas e maletas! E foi muitíssimo bom! Época de milho verde... Era milho cozido, milho assado, mingau de milho verde!! Caramba! Época de marmelo. Ai... que delícia!!! E me lembrei de minha infância.... E bateu uma saudadona sem tamanho de meu pai, e do pai do meu pai, nos áureos tempos em que se faziam grandes tachos de marmelada. E estocava-se pra vender pro "povo de fora" o resto do ano. Saudade danada e doída, mas , saudade não é de todo ruim. Saudade é certeza de que foi muito bom, de que valeu mesmo a pena... Então, saudade pra mim nunca é vexaminosa. É, de certa forma, brinde`ao que já foi. Bom, detalharei uns fatos inesquecíveis nos próximos posts.
A propósito, marmelada com queijo não se comenta!
Beijos e boa semana a todos!

Descoberta!!

Hello, all! Descobri, quase sem querer (Que é como se descobrem todas as melhores coisas do mundo), a versão masculina de Grace and Franki...