E quando você pensa que tudo acabou,
as árvores sacodem seus galhos
e se aprontam pra primavera....
Sábio tempo..........
O que há de palpável em minha emoção? Sei dos versos que me torna humana. Sei das dores que me faz insana. Nada além... Meu sentimento jorra poesia que grita pra sobreviver Nesse parto sombrio que é a alma contra a calma a arma contra o carma o lúdico no cio. E quem me garante que o que escrevo seja arte? Talvez seja parte de uma farsa, Uma falsa modéstia Uma insana moléstia que me faz sentir gente. Demente. Mas, não menos gente.
quarta-feira, agosto 12, 2009
O gringo
Montes Claros não é mais a cidade pacata de outros tempos. Com a compra de uma das maiores empresas na produção de insulina por um grupo dinamarquês, tem se tornado lugar comum cruzarmos com loiros altos importados por aí.
Certa feita, estava no caixa atendendo, quando me chega um gringo e diz:
"_ Sacarr quatrro Mil!"
Eu,mais que solícita, providenciei o bendito saque.
E fiquei imaginando se fosse suficientemente corajosa pra exercitar meu inglês ali com o sujeito. Não era.
Até que, antes de sair, ele resolve me fazer uma pergunta um tanto quanto complicada, que, no português dele, mais parecia um código. E aquela mímica toda só me deixava zonza.
Peguei um papel e caneta e escrevi:
_" Ask me in english, please!"
Ele, prontamente, desandou a gastar seu inglês, que, graças a DEUS, consegui entender.
Respondi, via papel, in english, of course!
O moço saiu dali todo agradecido, e as pessoas na fila me olhavam acabrunhadas, ou qualquer outra palavra que denotasse estranheza.
Me senti estupidamente o máximo por aquilo. Mas, aquilo só me mostrou que preciso acreditar mais em mim, e abrir o verbo, literalmente!
No outro dia, ao começar o expediente bancário, os colegas de caixa já me avisaram:
"_ Lili hoje vai falar inglês de novo!! Olha lá o gringo!!"
Minhas pernas falharam. E não é que o sujeito estava na fila de novo? Comecei a rezar pra que não tivesse o azar de atendê-lo. Tive. E assim que o moço chegou ao meu caixa, fez-se um silêncio apavorante entre os colegas. Todos de pescoços levantados e ouvidos atentos à nossa conversa (ou desconversa). Eu, mais irritada com a atitude pouco fraterna dos colegas, resolvi me libertar dessa timidez idiota que me limitava o raciocínio (e a pronúncia).
Respirei fundo, e travamos uma conversa na língua inglesa. Atendi-o devidamente e ainda o dei instruções sobre como emitir um Doc via caixa eletrônico. Ele, mais uma vez, saiu todo agradecido a esta que vos narra.
Assim que meu cliente internacional desceu as escadas, começou a gozação:
"_Aí, Lili!! Mandando ver, hein?! Vai encher de gringo nessa agência!"
A partir daquele instante, eu não mais me importava com comentários alheios. Descobri que libertara das travas limitantes da língua.
Mais tarde, quando o movimento na fila diminuíra consideravelmente, resolvi descer pro Auto-Atendimento, e quem encontro por lá? O sofrido dinamarquês tentando se fazer entender por uma colega de banco, que, ao me ver, respira aliviada e grita:
"_Elis, me acode aqui, pelo amor de Deus!! Esse homem está aqui faz um tempão e não consigo entender o que ele quer. E olha o tamanho da fila aqui me esperando!"
O dinamarquês abriu um sorriso aliviante ao me ver. Rimos os dois em silêncio e fizemos o danado do DOC.
Resolvida a pendenga, ele me disse:
"_ You saved me!!! Maravilhosoo!!! Thank you a lot!!"
Ganhei o dia e a notoriedade por uma semana no banco.
Certa feita, estava no caixa atendendo, quando me chega um gringo e diz:
"_ Sacarr quatrro Mil!"
Eu,mais que solícita, providenciei o bendito saque.
E fiquei imaginando se fosse suficientemente corajosa pra exercitar meu inglês ali com o sujeito. Não era.
Até que, antes de sair, ele resolve me fazer uma pergunta um tanto quanto complicada, que, no português dele, mais parecia um código. E aquela mímica toda só me deixava zonza.
Peguei um papel e caneta e escrevi:
_" Ask me in english, please!"
Ele, prontamente, desandou a gastar seu inglês, que, graças a DEUS, consegui entender.
Respondi, via papel, in english, of course!
O moço saiu dali todo agradecido, e as pessoas na fila me olhavam acabrunhadas, ou qualquer outra palavra que denotasse estranheza.
Me senti estupidamente o máximo por aquilo. Mas, aquilo só me mostrou que preciso acreditar mais em mim, e abrir o verbo, literalmente!
No outro dia, ao começar o expediente bancário, os colegas de caixa já me avisaram:
"_ Lili hoje vai falar inglês de novo!! Olha lá o gringo!!"
Minhas pernas falharam. E não é que o sujeito estava na fila de novo? Comecei a rezar pra que não tivesse o azar de atendê-lo. Tive. E assim que o moço chegou ao meu caixa, fez-se um silêncio apavorante entre os colegas. Todos de pescoços levantados e ouvidos atentos à nossa conversa (ou desconversa). Eu, mais irritada com a atitude pouco fraterna dos colegas, resolvi me libertar dessa timidez idiota que me limitava o raciocínio (e a pronúncia).
Respirei fundo, e travamos uma conversa na língua inglesa. Atendi-o devidamente e ainda o dei instruções sobre como emitir um Doc via caixa eletrônico. Ele, mais uma vez, saiu todo agradecido a esta que vos narra.
Assim que meu cliente internacional desceu as escadas, começou a gozação:
"_Aí, Lili!! Mandando ver, hein?! Vai encher de gringo nessa agência!"
A partir daquele instante, eu não mais me importava com comentários alheios. Descobri que libertara das travas limitantes da língua.
Mais tarde, quando o movimento na fila diminuíra consideravelmente, resolvi descer pro Auto-Atendimento, e quem encontro por lá? O sofrido dinamarquês tentando se fazer entender por uma colega de banco, que, ao me ver, respira aliviada e grita:
"_Elis, me acode aqui, pelo amor de Deus!! Esse homem está aqui faz um tempão e não consigo entender o que ele quer. E olha o tamanho da fila aqui me esperando!"
O dinamarquês abriu um sorriso aliviante ao me ver. Rimos os dois em silêncio e fizemos o danado do DOC.
Resolvida a pendenga, ele me disse:
"_ You saved me!!! Maravilhosoo!!! Thank you a lot!!"
Ganhei o dia e a notoriedade por uma semana no banco.
terça-feira, agosto 11, 2009

"Eram nuvens. Brancas e lindas.
Vinham vindo em minha direção.
Olharam-me, piedosas,
e souberam o que eu trazia comigo.
Tiveram pena de minhas penas todas.
E formaram um lindo coração no céu.
E ele ficou lá por longo tempo.
E quem olhou pro céu naquele tempo pôde ver.
Era um coração pra quem enxergava coisas do coração."
domingo, agosto 09, 2009

Pai,
Hoje, mais que nunca, quero abraçar-te
com toda a força desse mundo,
pra que sintas o quão importante
és pra mim..
Segurar tão mão,
e pedir-te a bênção, meu pai,
olhando em teus olhos recebê-la.
E nesses olhos tão azuis,
dentro deles pra onde olhei um dia,
e enxerguei:
Como é bom ter tido você como
Meu pai...
Que saudade, meu querido!!!!!
E pra completar o presente, sonhei contigo essa noite....
Mas, como diz o Nelsinho Correa:
"Só se tem saudade
do que e bom!
Se eu chorei de saudade
não foi por fraqueza,
foi porque eu amei!"
Eu te amo, moço!! E agradeço muito a Deus por ter me dado você como pai!
Obrigada, Deus!!!
quarta-feira, agosto 05, 2009
terça-feira, agosto 04, 2009
Quintanilhando...
Pra não dizer que não citei Quintana....:
Uma Simples elegia
Caminhozinho por onde eu ia andando
e de repente te sumiste
- O que seria que te aconteceu?
Eu sei... o tempo... as ervas más... a vida...
Não, não foi a morte que acabou contigo:
Foi a vida.
Ah, nunca a vida fez uma história mais triste
que a de um caminho que se perdeu...
Mario Quintana
Uma Simples elegia
Caminhozinho por onde eu ia andando
e de repente te sumiste
- O que seria que te aconteceu?
Eu sei... o tempo... as ervas más... a vida...
Não, não foi a morte que acabou contigo:
Foi a vida.
Ah, nunca a vida fez uma história mais triste
que a de um caminho que se perdeu...
Mario Quintana
domingo, agosto 02, 2009
Mistérios
"Ninguém é o que parece
ou o que aparece.
O essencial não há quem enxergue.
Todo mundo é só a ponta
do seu iceberg."
Luis Fernando Veríssimo
ou o que aparece.
O essencial não há quem enxergue.
Todo mundo é só a ponta
do seu iceberg."
Luis Fernando Veríssimo
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