***"Sabe o que diferencia um eleitor montesclarense do outro?
- O uso que faz dos jornais..."***
Uma quinta de quinta a todos!!! Ah!! E um sol de inverno!!!
O que há de palpável em minha emoção? Sei dos versos que me torna humana. Sei das dores que me faz insana. Nada além... Meu sentimento jorra poesia que grita pra sobreviver Nesse parto sombrio que é a alma contra a calma a arma contra o carma o lúdico no cio. E quem me garante que o que escrevo seja arte? Talvez seja parte de uma farsa, Uma falsa modéstia Uma insana moléstia que me faz sentir gente. Demente. Mas, não menos gente.
quinta-feira, outubro 16, 2008
terça-feira, outubro 14, 2008
Em tempos de Montes Claros...
Não é preciso genialidade alguma pra o eleitor montesclarense decidir-se entre os dois candidatos do segundo turno. De um lado, Tadeu, com seu discurso de sempre, prometendo sonhos, biscoitos e lonas. Do outro, Athos, a sensatez em pessoa. Uns o dizem pacato demais pra Política. Já eu prefiro Político pacato a outras espécimes que se tem por aí, aos rodos.
Mas, o que me dá medo é encontrar gente com um mínimo de raciocínio a desbandeirar pelo Tadeu. Confesso que a única coisa que me sobrevêm à mente é: "Caraca! Compraram!!" Deus me perdoe, mas, em tempos de Montes Claros, dá medo dar vazão às idéias...
Mas, o que me dá medo é encontrar gente com um mínimo de raciocínio a desbandeirar pelo Tadeu. Confesso que a única coisa que me sobrevêm à mente é: "Caraca! Compraram!!" Deus me perdoe, mas, em tempos de Montes Claros, dá medo dar vazão às idéias...
sábado, outubro 11, 2008
Em tempos de Montes Claros...
O grande líder
Era uma vez uma cidade, numa região pobre e esquecida de um país grande e promissor.
O povo dessa cidade, desiludido por tanto sofrimento acalentava a esperança que dias melhores viriam.
Essa esperança se avolumou com o aparecimento na cidade de um jovem de oratória vibrante, cuja eloqüência contaminava de forma espantosa a todos que o ouviam.
Tornou-se político, e o povo depositou nele toda a confiança para que solucionasse as carências que tanto urgiam por soluções.
Começou como vereador, e através da palavra, seu ponto forte, virou prefeito.
Procurava atender a todos. Ruas sem calçamento? Providenciou pedras aos montes para calçá-las. Atendia assim a todos: Ao povo e a si mesmo, como fornecedor das pedras.
Se o cidadão não tinha um lar, que se fizesse o lar. Lotes privados poderiam ser usados para isso, bastaria que se estimulasse o povo para que os invadissem, e assim fora feito.
Mas, e a casa? Bem, não se pode fazer tudo, e o prefeito, na sua generosidade doava lonas para que as pessoas se cobrissem como podiam.
Mais uma vez atendia a todos, pois a lona não era eterna e o cidadão dependia de votar no grande líder para ganhar mais lona, e ele dependia dos votos para eternizar-se como grande líder.
Era um grande obreiro, obrar era com ele. Tudo bem que um viaduto não permitia a passagem de automóveis, isolando o bairro, mas e daí?
Um outro até permitia, desde que o veículo fosse baixinho. E um ginásio poliesportivo então, pomposo, imenso, está certo que sem utilidade, mas inegavelmente um grande negócio.
Com o passar do tempo o povo, ingrato, acabou substituindo o grande líder por outros, que até que faziam as coisas certas, mas não eram bonzinhos como ele.
O grande líder ficou preocupado. Fazia muitos anos que já não servia à sua gente, e nem dela mais se servia.
Os Athos dos que o sucederam tornara seu povo menos dependente dele, pois a cidade passou a desfrutar de um progresso que outrora não se vira. Isso era inadmissível. O que fazer? Eureka! Precisava mudar o discurso, quem antes fora seu desafeto por onerar seu protegido povo com taxas criadas de forma estranha, tornaria-se pois seu fiel companheiro. Tudo pelo povo. Precisava mudar tudo, até as leis.
Fiscais de trânsito tiveram a ousadia de multar um veículo seu só porque estava estacionado sobre o passeio de sua residência, impedindo assim a passagem dos pedestres. Mas, com uma rua no meio, para que andar nos passeios? Injustiça! Precisava acabar com aqueles guardinhas, e permitir que as pessoas fizessem o que quisessem com os seus veículos.
Democracia é isso, o direito de ir e vir, nem que seja passando por cima dos outros ou da lei, avançando semáforos ou atropelando. Esse era o seu código.
Tinha solução para tudo. Metrô de superfície, meio passe, só não fizera na sua época porque não se pode fazer tudo ao mesmo tempo, convenhamos.
Para voltar a comandar o seu povo, porém, teria que combater com todas as suas forças a mentira que espalharam pela sua querida terra. Falaram que ele era demagogo, que tinha a ficha suja na justiça, que rouba mas faz. Quanta inveja...
E o pior era o fato de atribuírem ao seu maior adversário qualidades como transparência, ética, honestidade e zelo para com o patrimônio público.
Mas o grande líder também preocupava-se com o patrimônio público, tanto que guardou para si, quando prefeito, parte dele, para poder cuidar melhor...
Está certo que as qualidades do seu adversário ele não tinha, mas não se pode ter tudo, não é mesmo?
O grande líder sentia-se injustiçado. Thiago, que ingrato...
Mas essa luta só enfrenta quem aguenta!
Pelo menos ainda tinha a seguí-lo parte do seu povo querido, mas agora somente aqueles que sentiam saudade daquela velha lona preta, esticada em algum local sem infra-estrutura e aonde só se podia chegar passando sob um viaduto por onde não passa carro, mas, dependendo do trajeto poderia o visitante contemplar um imenso elefante branco incrustado na paisagem...
Era uma vez uma cidade, numa região pobre e esquecida de um país grande e promissor.
O povo dessa cidade, desiludido por tanto sofrimento acalentava a esperança que dias melhores viriam.
Essa esperança se avolumou com o aparecimento na cidade de um jovem de oratória vibrante, cuja eloqüência contaminava de forma espantosa a todos que o ouviam.
Tornou-se político, e o povo depositou nele toda a confiança para que solucionasse as carências que tanto urgiam por soluções.
Começou como vereador, e através da palavra, seu ponto forte, virou prefeito.
Procurava atender a todos. Ruas sem calçamento? Providenciou pedras aos montes para calçá-las. Atendia assim a todos: Ao povo e a si mesmo, como fornecedor das pedras.
Se o cidadão não tinha um lar, que se fizesse o lar. Lotes privados poderiam ser usados para isso, bastaria que se estimulasse o povo para que os invadissem, e assim fora feito.
Mas, e a casa? Bem, não se pode fazer tudo, e o prefeito, na sua generosidade doava lonas para que as pessoas se cobrissem como podiam.
Mais uma vez atendia a todos, pois a lona não era eterna e o cidadão dependia de votar no grande líder para ganhar mais lona, e ele dependia dos votos para eternizar-se como grande líder.
Era um grande obreiro, obrar era com ele. Tudo bem que um viaduto não permitia a passagem de automóveis, isolando o bairro, mas e daí?
Um outro até permitia, desde que o veículo fosse baixinho. E um ginásio poliesportivo então, pomposo, imenso, está certo que sem utilidade, mas inegavelmente um grande negócio.
Com o passar do tempo o povo, ingrato, acabou substituindo o grande líder por outros, que até que faziam as coisas certas, mas não eram bonzinhos como ele.
O grande líder ficou preocupado. Fazia muitos anos que já não servia à sua gente, e nem dela mais se servia.
Os Athos dos que o sucederam tornara seu povo menos dependente dele, pois a cidade passou a desfrutar de um progresso que outrora não se vira. Isso era inadmissível. O que fazer? Eureka! Precisava mudar o discurso, quem antes fora seu desafeto por onerar seu protegido povo com taxas criadas de forma estranha, tornaria-se pois seu fiel companheiro. Tudo pelo povo. Precisava mudar tudo, até as leis.
Fiscais de trânsito tiveram a ousadia de multar um veículo seu só porque estava estacionado sobre o passeio de sua residência, impedindo assim a passagem dos pedestres. Mas, com uma rua no meio, para que andar nos passeios? Injustiça! Precisava acabar com aqueles guardinhas, e permitir que as pessoas fizessem o que quisessem com os seus veículos.
Democracia é isso, o direito de ir e vir, nem que seja passando por cima dos outros ou da lei, avançando semáforos ou atropelando. Esse era o seu código.
Tinha solução para tudo. Metrô de superfície, meio passe, só não fizera na sua época porque não se pode fazer tudo ao mesmo tempo, convenhamos.
Para voltar a comandar o seu povo, porém, teria que combater com todas as suas forças a mentira que espalharam pela sua querida terra. Falaram que ele era demagogo, que tinha a ficha suja na justiça, que rouba mas faz. Quanta inveja...
E o pior era o fato de atribuírem ao seu maior adversário qualidades como transparência, ética, honestidade e zelo para com o patrimônio público.
Mas o grande líder também preocupava-se com o patrimônio público, tanto que guardou para si, quando prefeito, parte dele, para poder cuidar melhor...
Está certo que as qualidades do seu adversário ele não tinha, mas não se pode ter tudo, não é mesmo?
O grande líder sentia-se injustiçado. Thiago, que ingrato...
Mas essa luta só enfrenta quem aguenta!
Pelo menos ainda tinha a seguí-lo parte do seu povo querido, mas agora somente aqueles que sentiam saudade daquela velha lona preta, esticada em algum local sem infra-estrutura e aonde só se podia chegar passando sob um viaduto por onde não passa carro, mas, dependendo do trajeto poderia o visitante contemplar um imenso elefante branco incrustado na paisagem...
terça-feira, setembro 23, 2008
domingo, setembro 21, 2008
Meias-Verdades!
Depois da mensagem eletrônica, do email e do celular, as mentiras tornaram-se meias-verdades, popularizadas pela necessidade humana da conveniência. E dá-lhe justificativas infames pra todo gosto e tamanho. Particularmente, não gosto de me pendurar ao telefone, e nem o faço. Uso-o pra fins emergenciais. E não leia isso como meia-verdade (ou meia-mentira!). É fato! Não sou muito dada a escrever emails. Gosto de receber. Leio-os e os respondo, quando emergencialmente necessário. Será que por isso falo menos meias- verdades? Não creio... Acho que gosto das palavras inteiras, assim como das verdades. E talvez por isso goste menos de quem não o faz. Falar em meia-verdade, houve um tempo em que acreditava numa meia-verdade, mesmo sabendo de sua origem... Dizem que a gente acredita no que quer. A gente escolhe ser bobo. Ou não. Em tempos de Política, meias-verdades bastam! E a mim basta lembrar disso que dá sono.....Vamos?
Oração do Eleitor
"Papai do Céu,
Não me permita cair
na esparrela da meia-verdade,
ou da mentira inteira,
bem contada e colorida.
Livra-me,Senhor,
da mentira infiltrada,
bem-intencionada
e orquestrada
pela Porquilítica.
Amém!"
quinta-feira, agosto 21, 2008
Sonhos de Quinta

Nunca lhe fora permitido sonhar.
Nem com os pés, nem com as mãos.
E os sonhos lhe eram totalmente desconhecidos.
Sonhos, só os alheios, os terceirizados
pelas emoções quintanas.
E assim,
a vida ia indo:
Se esvaindo pelas pontas
dos dedos do tempo.
E esse mesmo tempo
com suas mãos enormes e frias,
impassíveis e impossíveis
de se reter,
é que mostrou a ela:
Sonhos são assim:
Só os vive
quem os sente...
Absurdamente!!!
segunda-feira, agosto 18, 2008
Não!
domingo, agosto 17, 2008
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