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Matando saudades de mim, e encontrei isso aqui:
"...A eternidade das reticências me bastam..."
E fiquei tentando me lembrar quem eu era naquele tempo...
Ainda não me reencontrei...
Continuo na busca...
O que há de palpável em minha emoção? Sei dos versos que me torna humana. Sei das dores que me faz insana. Nada além... Meu sentimento jorra poesia que grita pra sobreviver Nesse parto sombrio que é a alma contra a calma a arma contra o carma o lúdico no cio. E quem me garante que o que escrevo seja arte? Talvez seja parte de uma farsa, Uma falsa modéstia Uma insana moléstia que me faz sentir gente. Demente. Mas, não menos gente.
sábado, fevereiro 10, 2007
Essa dor
"...E se alguém um dia te perguntar,
por que acaso choras,
Não diz nada.
E no silêncio,
ele saberá..."
por que acaso choras,
Não diz nada.
E no silêncio,
ele saberá..."
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Pára!
Acaso, a dor alheia já te doeu como se fosse a sua própria??
Não por acaso, é assim que me sinto ao saber sobre o pequeno João, do Rio de Janeiro.
Não consigo permanecer inerte diante da sabida e sofrida dor daquela mãe que viu o corpo do filho sendo arrastado absurdamente rua afora.... (...)
Não consigo dizer, como muitos: " É só não assistir tv, que a gente não sofre!" Mas, como assim??? As pessoas estão sendo mutiladas, estão sendo mortas, humilhadas, sob todas as formas possíveis e impossíveis, e "é melhor não olhar pra isso"???
Não! Não admito fazer de conta que isso não é da minha conta, pois , se aqui estou nesse mundo assombroso, é sim, da minha conta! E terei culpa, se não grito pros outros quando é preciso que eu grite. e agora, nesse instante, é preciso que eu grite (mesmo que pra um eco inexistente): GENTE!! PELAMORDEDEUS!!! MEXAMO_NOS!!! FAÇAMOS ALGO PELOS NOSSOS FILHOS!!!! FAÇAMOS ALGO!!!!! PELAMORDEDEUS!!!!!!!
Não por acaso, é assim que me sinto ao saber sobre o pequeno João, do Rio de Janeiro.
Não consigo permanecer inerte diante da sabida e sofrida dor daquela mãe que viu o corpo do filho sendo arrastado absurdamente rua afora.... (...)
Não consigo dizer, como muitos: " É só não assistir tv, que a gente não sofre!" Mas, como assim??? As pessoas estão sendo mutiladas, estão sendo mortas, humilhadas, sob todas as formas possíveis e impossíveis, e "é melhor não olhar pra isso"???
Não! Não admito fazer de conta que isso não é da minha conta, pois , se aqui estou nesse mundo assombroso, é sim, da minha conta! E terei culpa, se não grito pros outros quando é preciso que eu grite. e agora, nesse instante, é preciso que eu grite (mesmo que pra um eco inexistente): GENTE!! PELAMORDEDEUS!!! MEXAMO_NOS!!! FAÇAMOS ALGO PELOS NOSSOS FILHOS!!!! FAÇAMOS ALGO!!!!! PELAMORDEDEUS!!!!!!!
domingo, fevereiro 04, 2007
Ausência
Decididamente,
não era eu quem estava ali.
Era meu passado,
era meu porvir.
Essa que sou,
assistia incrédula
ao espetáculo
que se fazia
existir.
E eu,
que não era nada,
permaneci calada,
pois, enfim,
não era eu quem estava ali.
não era eu quem estava ali.
Era meu passado,
era meu porvir.
Essa que sou,
assistia incrédula
ao espetáculo
que se fazia
existir.
E eu,
que não era nada,
permaneci calada,
pois, enfim,
não era eu quem estava ali.
E eis que...
E eis que, drasticamente assim,
você se foi.
E nós, que ficamos, mergulhamos nesse mar
de "Ses" e "Por quês" sem resposta.
O imprevisto, o improvável e o impossível
não existem para DEUS.
E por isso, exatamente por isso, você se foi:
Tão jovem e cheio de vida!
Mas, DEUS te quis e te ensina algo nesse instante.
E nós, querendo ou não, teremos muito o que aprender
com a sua brusca partida.
Ju, esteja em DEUS! Te amamos, e saiba, pelo resto
do nosso existir.
você se foi.
E nós, que ficamos, mergulhamos nesse mar
de "Ses" e "Por quês" sem resposta.
O imprevisto, o improvável e o impossível
não existem para DEUS.
E por isso, exatamente por isso, você se foi:
Tão jovem e cheio de vida!
Mas, DEUS te quis e te ensina algo nesse instante.
E nós, querendo ou não, teremos muito o que aprender
com a sua brusca partida.
Ju, esteja em DEUS! Te amamos, e saiba, pelo resto
do nosso existir.
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Nem se despediu...
Que coisa feia, cunhado!
Ir-se assim,
que nem toicim no saco!
E o que eu vou dizer pros meus filhos
quando eles perguntarem
cadê titi Juju?
Sei não!
Isso está me cheirando
a falta de educação!
E como vamos fazer referência
àquele que nunca tinha medo
de nada nem de ninguém?
Tsc...Tsc..Tsc...
Muito feio isso...
Ir-se assim...
Ir-se assim,
que nem toicim no saco!
E o que eu vou dizer pros meus filhos
quando eles perguntarem
cadê titi Juju?
Sei não!
Isso está me cheirando
a falta de educação!
E como vamos fazer referência
àquele que nunca tinha medo
de nada nem de ninguém?
Tsc...Tsc..Tsc...
Muito feio isso...
Ir-se assim...
terça-feira, janeiro 30, 2007
Janeiro de chuva
" Janeiro rompendo,
e leva consigo minhas memórias.
Janeiro de chuvas, de verdes,
Janeiro, fogão de lenha
e muitas histórias."
e leva consigo minhas memórias.
Janeiro de chuvas, de verdes,
Janeiro, fogão de lenha
e muitas histórias."
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Vander Lee
Sabe aquele cantor que eu amo? O Vander Lee? Está ficando mais famoso ainda depois dessas confusões nos aeroportos. Aí, você leitor mineiro me dirá:
_Uai! Por quê, sô?
E eu respondo:
_ Porque ele tem uma música apropriadésima pra ocasião: Esperando aviões!
Ei-la, pois!
Esperando Aviões
Composição: Vander Lee
Meus olhos te viram triste
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito
E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito
Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou pista vazia esperando aviões
Sou o lamento no canto da sereia
Esperando o naufrágio das embarcações
_Uai! Por quê, sô?
E eu respondo:
_ Porque ele tem uma música apropriadésima pra ocasião: Esperando aviões!
Ei-la, pois!
Esperando Aviões
Composição: Vander Lee
Meus olhos te viram triste
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito
E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito
Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou pista vazia esperando aviões
Sou o lamento no canto da sereia
Esperando o naufrágio das embarcações
Conversas na Lavrinha
Conversas na Lavrinha 1:
"_ Cê ficô sabenu dum ômi que morriu matadu de rai, lá na serra do Bota?
_ De rai? Como foi isso?
_ Uai! Tava cainu um pé dagua danadu, vêi um rai e foi emrriba dele. Matô na hora..."
"_ Cê ficô sabenu dum ômi que morriu matadu de rai, lá na serra do Bota?
_ De rai? Como foi isso?
_ Uai! Tava cainu um pé dagua danadu, vêi um rai e foi emrriba dele. Matô na hora..."
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