O que há de palpável em minha emoção? Sei dos versos que me torna humana. Sei das dores que me faz insana. Nada além... Meu sentimento jorra poesia que grita pra sobreviver Nesse parto sombrio que é a alma contra a calma a arma contra o carma o lúdico no cio. E quem me garante que o que escrevo seja arte? Talvez seja parte de uma farsa, Uma falsa modéstia Uma insana moléstia que me faz sentir gente. Demente. Mas, não menos gente.
segunda-feira, abril 22, 2019
Da existência vã
Viveu vida tão insossa
que em incontida alegria ficou
quando, enfim,
a morte viera lhe visitar.
E na leveza do peso
do último suspiro,
bradou:
"Essa alegria,
vida nenhuma
poderá me tomar.."
Tcharammmm!!!
Tá bem. Eu sei que prometi cuidar disto aqui todas as cem vezes que cá estive. Em vão. Mas, agora tenho motivos plausíveis pra fazê-lo. Aliás, são dois motivos lindos pra que eu cá venha postar umas coisinhas. Meus motivos possuem nomes próprios: Marina (lá na Itália), e o Paulo (lá em Castanhal, no Pará). Acredite-me, você que me lê: Ganhei dois leitores lindos através de quem??? Minha filha Ceci! Sim! O que é o destino,não? E não é que eles gostaram do que acharam por aqui? O mais interessante foi saber do valor que deram a cada texto, ou poema, ou qualquer escrita que cá deixei. Me senti "a escritora" e prometi voltar. Daí meu Tcharaaaaaaammmm!
Bom, acho melhor parar de embromação, se não, vão perceber.
Lá vai!
O U S A R A M A R
Ousar
quebrar as correntes
arrancar com os dentes
todas as cordas e amarras
do existir.
Ir... ir... ir!
Ir adiante afronte avante
ir e remar
o mar.
Todo o amar
e amar.
Ousar.
Ir e amar.
x
x
x
x
x
x
Tá bem. Eu sei que prometi cuidar disto aqui todas as cem vezes que cá estive. Em vão. Mas, agora tenho motivos plausíveis pra fazê-lo. Aliás, são dois motivos lindos pra que eu cá venha postar umas coisinhas. Meus motivos possuem nomes próprios: Marina (lá na Itália), e o Paulo (lá em Castanhal, no Pará). Acredite-me, você que me lê: Ganhei dois leitores lindos através de quem??? Minha filha Ceci! Sim! O que é o destino,não? E não é que eles gostaram do que acharam por aqui? O mais interessante foi saber do valor que deram a cada texto, ou poema, ou qualquer escrita que cá deixei. Me senti "a escritora" e prometi voltar. Daí meu Tcharaaaaaaammmm!
Bom, acho melhor parar de embromação, se não, vão perceber.
Lá vai!
O U S A R A M A R
Ousar
quebrar as correntes
arrancar com os dentes
todas as cordas e amarras
do existir.
Ir... ir... ir!
Ir adiante afronte avante
ir e remar
o mar.
Todo o amar
e amar.
Ousar.
Ir e amar.
x
x
x
x
x
x
quarta-feira, fevereiro 06, 2019
... E depois de tanto tempo eu encontrei você!
Marisa Monte malcriadamente me cantando coisas. E eu respondo:
_ Eu volteeeeeii, agora pra ficar. Porque aqui, aqui é meu lugar!
No Universo solitário desta página, despedaçar-me-ei, pro delírio dos meus pensamentos infames e sonhos abundantes.
Falar em sonhos, lá vai:
Sonhei esta noite que estava na minha casa de infância em Itacambira (minha Macondo), quando minha irmá Elisângela (a única que tenho), chegou num helicóptero, me chamando pra ir a Moc. Acontece que eu tenho um certo pavor de helicóptero (acho-os suscetíveis demais a qualquer ventinho), e disse que não iria. Minha irmã se indignou toda com minha recusa, e me senti obrigada a ir. Ainda reticente, entrei naquela coisa. E a sensação era de morte fremente. Lembro-me de olhar para o cinto de segurança e pensar: Pra que vou colocar isso, se essa coisa vai cair daqui a pouquinho com a gente? E pensava nos meus filhos. E isso me causava um desespero desolador! (Nem me despedi deles!)...... O helicóptero começou seu sobrevôo pelas ruas de Ita. E eu ouvia os aviões de maior porte no espaço aéreo mais acima daquela coisa que mais parecia um brinquedo de menino mimado. (((((( Acordei sem ar)))))))
Enfim, hoje não vôo. Nem de helicóptero. Nem com asas. Acho. Espero. Você entendeu!
sexta-feira, maio 19, 2017
Ralando na vida
Ontem ralei o dedo no ralador, Literalmente! Estava caprichando na lasanha pro almoço e, ao ralar a cebola,meu dedo chorou. Pelo ralo (e não pela cebola,como os olhos choram). Mas, é claro que doeu! E sangue. E palavrão. Meio-palavrão, que sou mãe. E exemplo. Apesar de que, só Hulk, meu incrível chow, me escutava.
Bom, o motivo de adentrar nesse assunto é que o dedo ralado e sangrando me fez pensar sobre o "ralar na vida", sobre quando a gente se dedica absurdamente a uma causa, a um alguém, a uma empresa, a um projeto. E a gente rala, porque é assim que deve ser: Doar-se por inteiro naquilo em que você acredita.
Antes de começar a resmungar pelo incidente do coitado do meu dedo(do meio), fiquei pensando sobre o sangue que já dei nos projetos que escolhi como meus nesta vida. Me lembrei das dores físicas e emocionais que ganhei na tal instituição azul e laranja de nome impronunciável. Quantos dedos machuquei naquelas portas de ferro de peso descomunal,de cofres e trambolhos de cassetes que me arroxeavam, além da pele, a alma. E, porque era meu ofício, não xinguei,nem reclamei. Só porque era "ossos do ofício". Depois da lembrança, olhar pro dedo machucado me faz sentir uma certa alegria. Porque foi pela melhor causa da minha vida: O sorriso de meus filhos!
Há motivação maior?
Bom, o motivo de adentrar nesse assunto é que o dedo ralado e sangrando me fez pensar sobre o "ralar na vida", sobre quando a gente se dedica absurdamente a uma causa, a um alguém, a uma empresa, a um projeto. E a gente rala, porque é assim que deve ser: Doar-se por inteiro naquilo em que você acredita.
Antes de começar a resmungar pelo incidente do coitado do meu dedo(do meio), fiquei pensando sobre o sangue que já dei nos projetos que escolhi como meus nesta vida. Me lembrei das dores físicas e emocionais que ganhei na tal instituição azul e laranja de nome impronunciável. Quantos dedos machuquei naquelas portas de ferro de peso descomunal,de cofres e trambolhos de cassetes que me arroxeavam, além da pele, a alma. E, porque era meu ofício, não xinguei,nem reclamei. Só porque era "ossos do ofício". Depois da lembrança, olhar pro dedo machucado me faz sentir uma certa alegria. Porque foi pela melhor causa da minha vida: O sorriso de meus filhos!
Há motivação maior?
quarta-feira, maio 17, 2017
Impressionante!
Itacambira é a palavra mágica! A chave pra abrir portas nas memórias da gente. E não sou eu,itacambirana apaixonada que falo. São os números! Por conta do link de ontem no santo Face, e à referência a Itacambira, isso aqui tem sido visitado. Bombando mesmo! Impressionada! Obrigada,pessoas!
E por conta disso, vou publicar aqui as referências de um passeio que, só de ler, dá saudade...
De uma década atrás (PASMEM!)...
MARMELADA!
Itacambira é a palavra mágica! A chave pra abrir portas nas memórias da gente. E não sou eu,itacambirana apaixonada que falo. São os números! Por conta do link de ontem no santo Face, e à referência a Itacambira, isso aqui tem sido visitado. Bombando mesmo! Impressionada! Obrigada,pessoas!
E por conta disso, vou publicar aqui as referências de um passeio que, só de ler, dá saudade...
De uma década atrás (PASMEM!)...
MARMELADA!
Fim de semana explêndido! Levar Cecilia pra conhecer Itacambira, minha micro-cidade natal. É certo que era uma bela de uma desculpa, pois já fariam dois anos que eu lá não botava os pés (Law , que nem é de lá, curtiu uns dias das férias passadas em Itacambira, pode?) Pois bem! E lá fomos nós: Brinquedos todos, 1001 malinhas e maletas! E foi muitíssimo bom! Época de milho verde... Era milho cozido, milho assado, mingau de milho verde!! Caramba! Época de marmelo. Ai... que delícia!!! E me lembrei de minha infância.... E bateu uma saudadona sem tamanho de meu pai, e do pai do meu pai, nos áureos tempos em que se faziam grandes tachos de marmelada. E estocava-se pra vender pro "povo de fora" o resto do ano. Saudade danada e doída, mas , saudade não é de todo ruim. Saudade é certeza de que foi muito bom, de que valeu mesmo a pena... Então, saudade pra mim nunca é vexaminosa. É, de certa forma, brinde`ao que já foi. Bom, detalharei uns fatos inesquecíveis nos próximos posts.
A propósito, marmelada com queijo não se comenta!
Beijos e boa semana a todos!
A propósito, marmelada com queijo não se comenta!
Beijos e boa semana a todos!
terça-feira, maio 16, 2017
Nuvem de saudade
Hoje , talvez pela chuva ,
amanheci com uma saudade enorme de mim mesma.
Saudade da criança que fui, lá pelas bandas de Itacambira.
Saudade daquele gosto estranho de infância,
de pensar que o mundo era aquilo tudo,
aquilo tudo enorme na minha frente:
Aquela serra enorme, aquela igreja enorme,
aquele frio, que só hoje o sei: era quente...
Hoje, talvez pela chuva,
eu não seja mais a mesma,
como já não sou mais aquela criança que fui.
Roubaram-me uns sonhos, uns trocados,
umas almas, uns passados.
Hoje, talvez pela chuva,
eu não saiba pular corda sem tropeçar em minha idade.
Talvez não saiba jogar maiê marcando o asfalto.
Hoje, talvez pela chuva, eu me descubra outra:
Encharcada pela falta de chuvas que a vida me deu....
Cismei que vou escrever um livro. Não tenho personagem algum em mente.
Nem ideia alguma. Aliás, minha única ideia é que vou escrever um livro! Sei lá!
Acho chique, interessante e inteligente pessoas que escrevem livros. E quero
ser uma delas. Mas, para isso, preciso escrever um livro. Preciso de um
personagem principal, que seja absurdamente interessante e inteligente o
suficiente pra segurar toda a onda de uma boa e interessante história. Bem,
ademais, só preciso pensar, conjecturar e mirabolar ideias. Um dia ele sai. Meu
livro desinteressante...
Esse é só mais um texto, não fosse minha santa pretensão. Sim. Tenho
pretensões. Muitas. Todas. Mas, elas ainda não sabem de mim. Não sabe que sou
dona delas. Que elas me pertencem. Bem como eu a elas. Porque a vida é assim:
Nossos pensamentos, até não serem usurpados de nós por algum motivo, são nossas
pretensões de existir.
Eu não queria falar muito desses sentires idiotas que fazem um ser
humano sair do aconchego de sua cama, numa noite chuvosa, pra vir pro note
brincar de palavras, com palavras, nas palavras. Confesso ser um namoro
arriscado. Vai que as palavras de mim se enamoram e resolvem me reter aqui na biblioteca para todo
o sempre das palavras. Sim. Porque elas são eternas. A gente é que não é! Nós
somos, no máximo, seculares. Mais que isso é balela. Bobageira pra boi dormir.
Se bem que a essa hora, boi dormir seria uma ótima idéia,não? Sim. Estou
insone. E em tempos de crise, contar carneirinhos não é uma boa. Nada contra os
bonitinhos dos carneirinhos, mas, é que tentei isso na sexta última, e minha mania de
perfeccionismo me fez passar dos 950.
Assinar:
Postagens (Atom)
Descoberta!!
Hello, all! Descobri, quase sem querer (Que é como se descobrem todas as melhores coisas do mundo), a versão masculina de Grace and Franki...
-
Conheço o Padre Léo desde quando a Canção Nova entrou na minha vida. Conheço assim, pela tela da tv. E o amo desde então. Ele, que me tocou ...
-
Gabriel tem vivido dias conturbados. E noites mais ainda. Há uns dois meses, Biel foi acometido por uma tosse esquisita, dessas que chegam s...




