O que há de palpável em minha emoção? Sei dos versos que me torna humana. Sei das dores que me faz insana. Nada além... Meu sentimento jorra poesia que grita pra sobreviver Nesse parto sombrio que é a alma contra a calma a arma contra o carma o lúdico no cio. E quem me garante que o que escrevo seja arte? Talvez seja parte de uma farsa, Uma falsa modéstia Uma insana moléstia que me faz sentir gente. Demente. Mas, não menos gente.
sexta-feira, outubro 06, 2006
Acidente
Assistindo ao noticiário dos últimos dias, por vezes chego a pensar que o que precedeu o acidente com o Boeing da Gol cheira pior que o que sobreveio a ele.
segunda-feira, outubro 02, 2006
Heloísa, a da novela?
Alguém muito especial me perguntou dia desses:"De que Heloísa você está falando? A da novela?" Ri-me daquilo, pois essa pessoa conseguia se isentar de Política e de novelas, pois, não existe nenhuma Heloisa em nenhuma novela. Ou existe? Bom, o que me traz aqui é a felicidade da Heloísa, essa mesma, a Helena, ter tirado a água do Lula. Assim, acintosamente. Ela, a Helena, a expulsa do paraíso do PT, a dor de cotovelo do Lula e sua corja. Ah! se meu fusca falasse, né, não, Senhor Lula?
sábado, setembro 30, 2006
Noite! Bão?
Aqui tudo na mais perfeita! O que estou fazendo? Bom, degustando uma barra absurda daquele Talento chocolate branco com cereais crocantes e uvas passas. Ficou com vontade? A intenção era toda essa!! Falar em intenção: A que mesmo vim na net? Ah! Procurar o número dos meus pretensos candidatos. Minha única certeza: Lula argh!
Aqui tudo na mais perfeita! O que estou fazendo? Bom, degustando uma barra absurda daquele Talento chocolate branco com cereais crocantes e uvas passas. Ficou com vontade? A intenção era toda essa!! Falar em intenção: A que mesmo vim na net? Ah! Procurar o número dos meus pretensos candidatos. Minha única certeza: Lula argh!
sexta-feira, setembro 29, 2006
Covardia!
No meu tempo,como meu pai me ensinou, chamaríamos isso de covardia. Na atual circunstância, naquela cadeira vazia nos debates, chamo de falta de respeito mesmo... Lula é, acredito, a maior decepção da minha vida.Talvez por ter votado nele tantas vezes, talvez porque via na bandeira vermelha do PT uma certeza estranha de que, por ser o Partido dos Trabalhadores, não compartilharem de nenhuma canalhice. Ora vejam se hoje, nas manchetes, o PT faz escola, e da mais vil!
Covardia!
Covardia!
quarta-feira, setembro 27, 2006
Oi, todo mundo!!
Confesso que me esforcei pra escrever algo bom de se ler aqui,
mas, fui impedida pela minha criatividade...
Ela anda de má vontade comigo essa semana.
As poucas vezes que me sobreveio algo que valesse a pena(e a tinta),
estava eu contando dinheiro e não podia parar.
Pensando nisso: Se contar dinheiro ativa a mente...
Eureka!!!! Eis a solução!!!!
Mas, será que funciona só com notas de 1,00???
Confesso que me esforcei pra escrever algo bom de se ler aqui,
mas, fui impedida pela minha criatividade...
Ela anda de má vontade comigo essa semana.
As poucas vezes que me sobreveio algo que valesse a pena(e a tinta),
estava eu contando dinheiro e não podia parar.
Pensando nisso: Se contar dinheiro ativa a mente...
Eureka!!!! Eis a solução!!!!
Mas, será que funciona só com notas de 1,00???
terça-feira, setembro 26, 2006
Canção das Mulheres
"Que o outro saiba quando estou com medo,
e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio
e não vá embora batendo a porta,
mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele
e não se irrite com minha solicitude,
e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza
ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade
e não ria de mim,
nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem
o outro goste um pouco mais de mim,
porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo
que estou nervosa, ou doente, ou agressiva,
nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda,
e ouse ficar comigo um pouco -
em lugar de voltar logo à sua vida,
não porque lá está a sua verdade
mas talvez seu medo ou sua culpa.
Que se começo a chorar sem motivos
depois de um dia daqueles,
o outro não desconfie logo que é culpa dele,
ou que não o amo mais.
Que se estou numa fase ruim
o outro seja meu cúmplice,
mas sem fazer alarde nem dizendo
"Olha que estou tendo muita paciência com você!"
Que se me entusiasmo por alguma coisa
o outro não a diminua, nem me chame de ingênua,
nem queira fechar essa porta necessária
que se abre para mim,
por mais tola que lhe pareça.
Que quando sem querer eu digo
uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas,
o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que quando levanto de madrugada
e ando pela casa,
o outro não venha logo atrás de mim reclamando:
"Mas que chateação essa sua mania, volta pra cama!"
Que se eu peço um segundo drinque no restaurante
o outro não comente: "Poxa, mais um?"
Que se eu eventualmente perco a paciência,
perco a graça e perco a compostura,
o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro - filho, amigo, amante, marido -
não me considere sempre disponível,
sempre necessariamente compreensiva,
mas me aceite quando não estou podendo
ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que
mesmo se às vezes me esforço, não sou,
nem devo ser, a mulher-maravilha,
mas apenas uma pessoa:
Vulnerável e forte,
incapaz e gloriosa,
assustada e audaciosa - uma mulher."
Lya Luft
e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio
e não vá embora batendo a porta,
mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele
e não se irrite com minha solicitude,
e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza
ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade
e não ria de mim,
nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem
o outro goste um pouco mais de mim,
porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo
que estou nervosa, ou doente, ou agressiva,
nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda,
e ouse ficar comigo um pouco -
em lugar de voltar logo à sua vida,
não porque lá está a sua verdade
mas talvez seu medo ou sua culpa.
Que se começo a chorar sem motivos
depois de um dia daqueles,
o outro não desconfie logo que é culpa dele,
ou que não o amo mais.
Que se estou numa fase ruim
o outro seja meu cúmplice,
mas sem fazer alarde nem dizendo
"Olha que estou tendo muita paciência com você!"
Que se me entusiasmo por alguma coisa
o outro não a diminua, nem me chame de ingênua,
nem queira fechar essa porta necessária
que se abre para mim,
por mais tola que lhe pareça.
Que quando sem querer eu digo
uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas,
o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que quando levanto de madrugada
e ando pela casa,
o outro não venha logo atrás de mim reclamando:
"Mas que chateação essa sua mania, volta pra cama!"
Que se eu peço um segundo drinque no restaurante
o outro não comente: "Poxa, mais um?"
Que se eu eventualmente perco a paciência,
perco a graça e perco a compostura,
o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro - filho, amigo, amante, marido -
não me considere sempre disponível,
sempre necessariamente compreensiva,
mas me aceite quando não estou podendo
ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que
mesmo se às vezes me esforço, não sou,
nem devo ser, a mulher-maravilha,
mas apenas uma pessoa:
Vulnerável e forte,
incapaz e gloriosa,
assustada e audaciosa - uma mulher."
Lya Luft
segunda-feira, setembro 25, 2006
Quintanilhando...
Bom dia, pessoas!!
Um gole de Quintana aí?
Quem ama inventa
Quem ama inventa as coisas a que ama...
Talvez chegaste quando eu te sonhava.
Então de súbito acendeu-se a chama!
Era a brasa dormida que acordava...
E era um revôo sobre a ruinaria,
No ar atônito bimbalhavam sinos,
Tangidos por uns anjos peregrinos
Cujo dom é fazer ressureições...
Um ritmo divino? Oh! Simplesmente
O palpitar de nossos corações
Batendo juntos e festivamente,
Ou sozinhos, num ritmo tristonho...
Ó! meu pobre, meu grande amor distante,
Nem sabes tu o bem que faz à gente
Haver sonhado... e ter vivido o sonho!
Um gole de Quintana aí?
Quem ama inventa
Quem ama inventa as coisas a que ama...
Talvez chegaste quando eu te sonhava.
Então de súbito acendeu-se a chama!
Era a brasa dormida que acordava...
E era um revôo sobre a ruinaria,
No ar atônito bimbalhavam sinos,
Tangidos por uns anjos peregrinos
Cujo dom é fazer ressureições...
Um ritmo divino? Oh! Simplesmente
O palpitar de nossos corações
Batendo juntos e festivamente,
Ou sozinhos, num ritmo tristonho...
Ó! meu pobre, meu grande amor distante,
Nem sabes tu o bem que faz à gente
Haver sonhado... e ter vivido o sonho!
domingo, setembro 24, 2006
Sem despedidas, por favor!
"Nem se despediu de mim
Nem se despediu de mim
Já chegou contando as horas
Bebeu água e foi-se embora
Nem se despediu de mim."
Luiz Gonzaga
É! Até parece que o Gonzagão sabia disso. Mas, não é mesmo desagradável as pessoas irem-se desse mundo, feito toucinho no saco, sem um tchau, um "vou nessa", um "vou-me já" que seja?
O Bial e aquele texto sobre a morte me fizeram pensar sobre isso. E fiquei matutando em como seria se pudéssemos dar um tchau antes de irmos desta para melhor.
_ Amigo! Vou indo! Tá na minha hora!
_ Indo pra onde, homem de Deus?
_Indo, pra Deus mesmo (eu acho!).Foi muito bom estar com você, ser teu amigo e aturar sua cachaçada e encheção de saco, viu? Valeu mesmo!!!
_Epa!! Que piada besta é essa, homem?? Você só pode estar de gozação comigo,né? Ahhh!! Já sei! Tá querendo receber seus 200,00 hoje, é isso?? Mas,eu te falei que só posso te pagar no fim do mês, sô!! E isso lá é jeito de fazer cobrança, cara? Na sugesta??? Não brinca com isso não, que Deus castiga, viu??
_ ...
Nem se despediu de mim
Já chegou contando as horas
Bebeu água e foi-se embora
Nem se despediu de mim."
Luiz Gonzaga
É! Até parece que o Gonzagão sabia disso. Mas, não é mesmo desagradável as pessoas irem-se desse mundo, feito toucinho no saco, sem um tchau, um "vou nessa", um "vou-me já" que seja?
O Bial e aquele texto sobre a morte me fizeram pensar sobre isso. E fiquei matutando em como seria se pudéssemos dar um tchau antes de irmos desta para melhor.
_ Amigo! Vou indo! Tá na minha hora!
_ Indo pra onde, homem de Deus?
_Indo, pra Deus mesmo (eu acho!).Foi muito bom estar com você, ser teu amigo e aturar sua cachaçada e encheção de saco, viu? Valeu mesmo!!!
_Epa!! Que piada besta é essa, homem?? Você só pode estar de gozação comigo,né? Ahhh!! Já sei! Tá querendo receber seus 200,00 hoje, é isso?? Mas,eu te falei que só posso te pagar no fim do mês, sô!! E isso lá é jeito de fazer cobrança, cara? Na sugesta??? Não brinca com isso não, que Deus castiga, viu??
_ ...
sábado, setembro 23, 2006
Por que ponto?
"Há que se respeitar o ponto.
Todos eles, enfim.
Dar o tempo que pedem,
ao conto.
Devidamente, assim.
Ponto e vírgula,
necessidades.
Reticências
e suas vontades...
Há que se valer
da hora:
Há hora de perguntar
e hora pra responder.
Há hora pra explicar
e hora pra esquecer."
Todos eles, enfim.
Dar o tempo que pedem,
ao conto.
Devidamente, assim.
Ponto e vírgula,
necessidades.
Reticências
e suas vontades...
Há que se valer
da hora:
Há hora de perguntar
e hora pra responder.
Há hora pra explicar
e hora pra esquecer."
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